Por que advogados deveriam investir no Visual Law? - Turivius
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Morgana Alencar

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Advogada, Membro da Comissão Especial de Direito Digital da OAB/SP e escritora 

Por que advogados deveriam investir no Visual Law?

Turivius: sua nova forma de fazer pesquisa jurisprudencial tributária

A proposta do Visual Law é unir o Legal Design, que coloca o cliente no centro de tudo, com as técnicas e elementos do design gráfico. Como resultado, ele busca melhorar a comunicação no mundo jurídico.

Se em um momento o formalismo jurídico era visto como orgulho, hoje em dia o seu excesso leva ao afogamento da máquina do judiciário, problemas de comunicação e insatisfação do cliente que sofre com o juridiquês.

Acompanhe o artigo a seguir e descubra porque cada vez mais escritórios e departamentos jurídicos estão investindo no Visual Law.

Leia também:

Visual Law: o que é e como utilizá-lo

Por que escritórios e departamentos já estão investindo no Visual Law?

Dados sobre o Poder Judiciário

Pesquisa publicada em 2018 pelo CNJ demonstrou que mais de 28 milhões de novos casos foram ajuizados no ano.

Além disso, entre os anos de 2015 e 2018, houve acréscimo ao período que distancia o momento de ajuizamento de demanda do proferimento de sentença, subindo de 1 ano e 5 meses para 2 anos e 2 meses.  

Outra pesquisa realizada pela empresa Clio comprovou que de 1000 escritórios de advocacia nos Estados Unidos, somente 0,5% responderam e-mails de clientes de forma clara, 28% não foram confusos e 71% foram insatisfatórios. 

Esses dados demonstram que o judiciário precisa absorver uma demanda que cresce exponencialmente, o que é dificultado quando pensamos no formalismo jurídico e peças com linguagem mais complexa que o necessário.

Um segundo ponto é que essa linguagem não vem sendo compreendida pelos clientes, o que piora a experiência deles em contato com escritórios e departamentos jurídicos, prejudicando a comunicação e a conexão com aquele que é peça fundamental para o negócio. 

Uma forma de melhorar a experiência do cliente na advocacia

O Visual Law consiste no uso de elementos visuais em documentos de cunho jurídico com o intuito de facilitar a comunicação entre as partes, melhorando a transmissão do conteúdo. 

Informações mais relevantes colocadas em destaque, uso de elementos visuais com ícones relacionados ao assunto, utilização de cores e fontes que não dificultam a leitura são algumas das técnicas que correspondem ao visual law. 

Essas técnicas podem ser utilizadas na elaboração de documentos como contratos, bem como em petições que são protocolados no processo, funcionando como uma forma de resumir o conteúdo e torná-lo mais claro e objetivo. 

Ou seja, o visual law é a forma encontrada pelo Direito para tornar a sua mensagem mais simples com a ajuda dos fundamentos do Design Gráfico.

Exemplos Visual Law

Vejamos alguns exemplos a seguir. 

Foi produzido infográfico pela Vara de Saúde Pública do Maranhão. Nele foram esclarecidas informações sobre a competência da vara, visando esclarecer os direitos da população com linguagem clara e acessível. 

Mandado de citação e intimação da penhora originário da 6ª Vara Federal da Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN), com a coordenação do juiz Marco Bruno Miranda Clementino, apresentou elementos visuais que facilitam a leitura. 

Interessante contestação elaborada pela Amil demonstra como o visual law pode ser aproveitado na área jurídica, trazendo benefícios tanto para tornar mais fluido o judiciário, como também para melhorar a comunicação com clientes. 

Veja aqui a contestação da Amil e outros exemplos da aplicação do visual law.

Profissionais envolvidos no Visual Law

Uma das primeiras dúvidas que surgem quanto à aplicação do Visual Law é a necessidade de contratar profissionais especializados em design gráfico

A depender da realidade de cada escritório ou departamento jurídico dois cenários são possíveis: 1) contratação de um profissional da área ou 2) capacitação de advogados para a utilização dessas técnicas nos documentos por eles produzidos. 

Ou seja, é possível perceber que não há uma regra, devendo ser analisadas as possibilidades de cada empresa, a fim de verificar se vale mais a pena terceirizar o serviço ou oferecer cursos e capacitação para que o trabalho seja desenvolvido internamente. 

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