Advogado do futuro: torne-se um com estas 5 dicas - Turivius
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Danilo R. Limoeiro, PhD

Danilo Limoeiro
PhD pelo MIT, mestre por Oxford, CEO da Turivius 

Guilherme Kenzo

Guilherme Kenzo
CTO da Turivius, bacharel e mestre em direito (USP), ex-pesquisador da FGV e do Lawgorithm 

Advogado do futuro: torne-se um com estas 5 dicas

Turivius: sua nova forma de fazer pesquisa jurisprudencial tributária

A 4ª Revolução Industrial também impactará as profissões jurídicas. Segundo o Fórum Econômico Mundial, as novas tecnologias transformarão as Cortes, as Leis e a forma de entregar  serviços jurídicos. Portanto, você precisa se preparar para esse novo cenário para não se distanciar das tendências de mercado e deixar que outros ocupem seu espaço. Não se preocupe, é mais fácil e menos ameaçador do que você imagina. Estamos aqui para te ajudar nessa tarefa.

Nesse artigo você vai conhecer o chamado Modelo Delta para a advocacia do futuro, uma forma simples e eficiente de pensar as competências necessárias para o futuro da profissão, sugerido por estudiosos americanos. Também te daremos as  5 dicas indispensáveis para quem deseja se enquadrar no perfil exigido no futuro da advocacia e não perder o que há de inovação no mercado jurídico.

 

 

O Modelo Delta para a Advocacia do Futuro

Quais habilidades e competências um advogado deve dominar para ser bem sucedido no futuro da advocacia? A professora Alysson Carrel,  ex-Vice Decana de Direito e Tecnologia na Northwestern School of Law, em Chicago, criou uma abordagem simples para como pensar o futuro da profissão.

O Modelo Delta consiste em três áreas de competências que o advogado do futuro deve dominar:

  1. A Lei: expertise em práticas específicas do direito, alta capacidade de análise e argumentação jurídica;
  2. Negócios e Operações: entender os fundamentos de administração de negócios, gestão de projetos e análise de dados;
  3. Habilidades Interpessoais: ser capaz de gerir relacionamentos profissionais de forma harmônica, mentalidade empreendedora, excelente capacidade de comunicação

Obviamente, o direito do futuro continuará exigindo conhecimento profundo da Lei. Mas o advogado do futuro deve também entender o impacto da tecnologia nos seus clientes e na sua capacidade de entregar serviços jurídicos – reconhecendo o poder da ciência de dados, tecnologia e otimização de processos. 

Mas com o aumento do uso de tecnologias como machine learning, que conseguem processar e interpretar um volume gigantesco de informação, o futuro do direito também exigirá ir além de só conhecer lei e jurisprudência. O desenvolvimento  de habilidades como inteligência emocional, comunicação efetiva e habilidades interpessoais para trabalhar com seus clientes com eficácia, que já são importantes hoje, serão ainda mais fundamentais no futuro, segundo Carel. Afinal, é esse último grupo de habilidades que o diferencia de uma máquina. 

Como você vê, essas habilidades não são tão diferentes do que você já faz hoje. Mas será preciso eleva-las a um outro patamar. Agora vejamos como, com essas 5 dicas que vão te preparar o futuro da advocacia

Alyson Carel, da Northwestern Law School, em Chicago, explica o que é o Modelo Delta. Vídeo em inglês, sorry! Mas você pode clicar nas configurações do vídeo e adicionar a tradução automática do Google

1. Hard skills: Combinar o fundamental da advocacia com o uso de tecnologia

O advogado do futuro continuará precisando ter  habilidades técnicas básica da profissão, ou seja,  intimidade com a lei, suas aplicação e excepcional capacidade comunicação verbal. Mas o futuro da advocacia não se limitará a esse tipo de conhecimento.

Vivemos em um mundo em que terabytes de dados digitalizadas das cortes surgem todos os dias. É humanamente impossível acompanhar, interpretar e integrar esses terabytes de dados a sua rotina. E nem adianta querer passar essa tarefa para o Enzo, seu estagiário que entrou no escritório mês passado, ok? 

Para isso, você precisará aprender a utilizar as novas tecnologias que já estão disponíveis. Fique tranquilo, é mais fácil do que parece. 

Tecnologias de data analytics jurídico – que é um outro nome para jurimetria – e sistemas de buscas inteligentes serão ferramentas essenciais para o seu trabalho. Com a quantidade de novos dados gerados, as buscas tradicionais – por exemplo, pesquisa jurisprudencial nos sites dos tribunais – simplesmente não são eficientes o suficiente. 

Ferramentas que envolvam o uso de Inteligência Artificial  otimizando a captura,  gestão e compartilhamento das informações serão essenciais. Mais relevante ainda serão as plataformas que integram pesquisa inteligente com jurimetria. Com a explosão da quantidade de dados, você precisará de métodos estatísticos que te ajudem a entender esses dados, a gerar inteligência que agregue aos seus serviços.  

Pesquisa jurídica e tecnologia

Segundo Christopher O’Connor, gerente do Segmento de Marketing do blog LexisNexis UK, a habilidade de realizar pesquisas jurídicas com auxílio de tecnologia é vital.

Procure por softwares e plataformas que te auxiliem nessa tarefa e caibam no seu orçamento. Você verá que o retorno ao seu investimento, em termos de ganho de tempo e melhoria na qualidade dos seus serviços, vale muito a pena. Essa é exatamente a proposta de valor da Turivius.

Ainda em relação às habilidades básicas, uma boa oratória e escrita continuarão sendo indispensáveis. Afinal, a comunicação é a principal ferramenta do advogado, não só para fins de audiências e sustentações orais, como para atender e conquistas clientes. Mas o advogado do futuro precisa ir um pouco mais além e se aprofundar em conceitos diferentes, como o de design thinking aplicado ao ambiente jurídico, conforme apontaremos no tópico 3.

Conhecer bem seu perfil de cliente, suas dores e necessidades e desenvolver ou aprimorar seu produto faz parte do conceito de design thinking.

O advogado do futuro precisará dominar essas ferramentas. Essas habilidades técnicas, ou os novos hard skills jurídicos relacionados ao uso de tecnologia, farão parte, cada dia mais, da rotina no futuro da advocacia.

2.    Soft Skills: o que são e como desenvolvê-las?

Se você trabalha como um robô, será substituído por um” Christopher O’Connor, da LexisNexis. 

Para não trabalhar como um robô, você precisa desenvolver também os chamado soft skills. Essas são atributos pessoais que te permitem comunicar e se relacionar com outras pessoas de forma eficaz e harmônica. Atualmente são muito visados não só para o perfil do advogado, mas também para todas as demais profissões.

Características como empatia, resiliência, adaptabilidade, capacidade de comunicação, proatividade, dinamismo e otimismo frente às dificuldades são determinantes para o sucesso do advogado do futuro.

Por fim, cabe salientar que o advogado do futuro precisa desenvolver um mindset de solucionador de problemas. Ter um perfil analítico, empreendedor e comunicativo é essencial quando falamos em adaptação às mudanças da advocacia do futuro

3.     Legal Design e Visual Law

As técnicas de design thinking são hoje largamente usadas nas empresas de tecnologia e estão começando a entrar no setor jurídico.

Conhecida como Legal Design, seu objetivo central é tornar mais atrativo, funcional e acessível o negócio jurídico como um todo.

Pioneira na utilização dessa metodologia, a Universidade de Stanford criou o Legal Design Lab. Esse é um laboratório interdisciplinar dedicado a integrar conceitos de user-centric (colocar o cliente no centro do problema) com o uso da tecnologia no Direito, a fim de construir uma nova geração de produtos e serviços jurídicos e uma nova forma de entregar esses produtos.

Nesse contexto, destaca-se a ideia do Visual Law que nada mais é do colocar em prática essa acessibilidade proposta pelo Legal Design.

Por exemplo: você já leu um contrato no qual era parte e não entendeu muito bem suas obrigações? Ou existiam palavras que sequer tinha conhecimento do seu significado? Se você respondeu que sim, imagine então o seu cliente, que não tem formação jurídica.

Pois bem, a partir das ferramentas de Design Thinking e do conceito de Visual Law, esse contrato passaria a ser mais didático, com um vocabulário mais acessível, num formato mais intuitivo, com ícones representativos de cada tópico, com destaques do seriam as informações mais relevantes sem deixar de lado a fundamentação jurídica que o guia.

Veja, por exemplo, esse guia didático produzido pelo Stanford Legal Design Lab explicando com imagens um processo para contestar uma multa de trânsito no judiciário. São exemplos bem básicos, mas pode te dar ideia para ser mais criativo na sua comunicação.

E você, será que conseguiria explicar um contrato para um cliente usando um flowchart?

O Legal Design já está sendo introduzido no Brasil. Você pode ver um pouco do assunto nesse painel do Impact Lawtech, realizado em 2019

4.    O domínio da Lei Geral de Proteção de Dados

Que a Internet democratizou o acesso à informação, todo mundo sabe. Mas a propagação instantânea dos dados teve seus reflexos negativos, principalmente no que tange à preservação da intimidade e privacidade.

Inspirada na legislação vigente na Europa desde Maio de 2018, A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) brasileira, publicada em 14 de Agosto de 2018, prevê, dentre outras punições, multa de até 2% do lucro das empresas que desrespeitarem suas determinações.

A divulgação ou disseminação de dados pessoais deve atender às particularidades e preferências do indivíduo que os detém e não da pessoa, seja pessoa física ou jurídica, para quem ele os revela.

Garantir que ninguém seja exposto em um contexto de pulverização de dados é um desafio, mas também um dever de quem zela pela aplicabilidade da Lei.

A LGPD é um ótimo exemplo de uma das transformações na lei que o Fórum Econômico Mundial citou como consequência da 4ª Revolução Industrial. O advogado do futuro deve estar atento ao cumprimento deste regramento não só por parte dos seus clientes mas também no seu escritório.

5.     A Jurimetria na Advocacia do Futuro

Jurimetria é a aplicação de técnicas de análise quantitativa ao direito. O termo foi cunhado em 1949 pelo jurista americano Lee Loevinger, mas seu uso efetivo no direito só pode começar depois do crescimento do Big Data e da Inteligência artificial. A jurimetria será cada vez mais parte da rotina do advogado do futuro.  

A jurimetria complementa sua expertise e conhecimento tradicional com análise quantitativa rigorosa e te dá novas perspectiva em temas que você já domina bem. A jurimetria te poupa tempo pois com ela você consegue fazer análise de um grande volume de informações em poucos segundos. Com ela você também pode aumentar o faturamento do seu escritório, pois te ajudar a  atrair novos clientes e gera eficiência.

O advogado do futuro precisará incorporar esse tipo de análise em sua rotina profissional para se manter competitivo. Cada vez mais os seus clientes terão a expectativa que suas orientações jurídicas serão complementadas com análises quantitativas rigorosas.

Saiba tudo que você precisa sobre jurimetria no nosso Guia Completo da Jurimetria, onde discutimos o conceito de jurimetria, razões para usar, exemplos e aplicações disponíveis e muito mais. Veja também no canal no YouTube da Turivius a nossa série de vídeo-aulas sobre jurimetria, cujo primeiro vídeo está ao final deste artigo.

A Turivius é um exemplo de plataforma que concentra em uma única ferramenta pesquisa jurisprudencial inteligente, jurimetria e gestão do conhecimento jurídico. É uma tecnologia que te permite investir seu tempo no que realmente importa: estudar teses jurídicas novas e atender melhor o seu cliente. É uma aliada ideal para o advogado do futuro.

Por fim, se você quiser saber mais sobre direito e tecnologia não deixe de ler o posto Direito e Tecnologia: oportunidades para transformar o mundo jurídico.’ 

 

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